No Teatro Rival em 2008 (IV)
Sem dúvida o maior problema da TelescÓpica é a falta de tempo de seus colaboradores. Falta de idéias ou do que publicar não é, mas fazer um post legal, arrumadinho, bem feito, requer um mínimo de tempo (item em falta por aqui).
Uma das “séries” engatilhadas seria a de shows que acontecem esse ano. No Teatro Rival, nesse ano, fui a quatro. Em todos pretendia escrever ou algum comentário, ou uma mini-resenha, ilustrar e tal mas até agora… nada.
Começo, portanto, com um pequeno registro do último e depois, se der, completamos a série.
[ Leny Andrade & Miele : Um brasileiro chamado Jobim ]
Um dos mais emocionantes shows do ano pra mim (até o momento). Acompanhada de um trio de excelentes músicos, a Leny Andrade arrasa nas interpretações de clássicos do Tom Jabs, com direito a algumas músicas menos conhecidas. O show é dirigido e entrecortado pelo Miele, que dispensa comentários: um ídolo da TelescÓpica!

Ele conta histórias ótimas da época dos medalhões da bossa nova, canta algumas canções, divide outras com a Leny (uma ótima “Águas de março”) e recita textos do Tom. Muito bom! O show é um bombardeio de excelente música do maestro. Fiquei com a impressão de que a Leny Andrade está cantando melhor que nunca!
No final, não resisti e dei um pulo no camarim do Rival. Depois de esperar alguns minutos eis que aparece o figuraça do Miele. Se encaminha para trás de um balcão (!) que tem na ante-sala dos camarins, pega um copo, coloca gelo e se serve de uma generosa dose de Red Label. Acende um cigarro e recebe seus visitantes na condição de "barman"! Disse que era seu fã e pedi que autografasse o verso do ingresso. Ele, meio ressabiado com a existência de um "fã", perguntou meu nome. Não tive dúvidas: JEAN!

03 de abril de 2008 | 12:33 PM @ Leo Boechat