
Falando da vida, das coisas em geral, tentando chegar em pedaços de planejamento para vender bala ou chiclete.
E a pergunta: "você disse que me ama"?
Não. Não disse não. Mas pensei muito nisso.
Pensei nas concordâncias, nas discordâncias, tão naturais.
Nas nossas conversas.
Nos momentos em que estamos sozinhos ou com todas as pessoas do mundo.
Como conversar é bom. Como é bom compartilhar momentos.
Compartilhar simples coisas com quem se ama.
Mesmo sabendo que nem sempre essas coisas vão ser prontamente recebidas. Ou simplesmente concordadas. É só isso: compartilhar.
Diferenças e semelhanças. Pensamentos. Anseios. Opiniões.
Como eu amo isso.
Pensar nos apoios de um para o outro.
De como são e de como podem ser maiores ainda.
De como só a existência de um para o outro é. Que seja só para olhar no olho e ficar no silêncio. Abraçar no silêncio, abraçar o silêncio.
De ficar feliz em euforia, de rir pra caralho mesmo.
De falar: "Ó essa merda, que legal!"
Ou: "Olha o que eu fiz". Ou: "Olha o que eu quero fazer".
Nem que seja para ficar falando um monte de coisas aqui, para o nada.
Ou simplesmente saber da existência de um colo ou de um carinho preciso. Ou impreciso. Mas necessário.
Sabe o que é essa coisa de amar?
(Nem venha me emocionar às 22:31!)
No meio do trabalho, ver uma coisa simples, como um link para clicar. E a partir dele, levar a cabeça, o coração para longe dali. Para perto do que é preciso estar.
Mesmo que você nem saiba que isto está acontece ali, naquele momento.
Nem imaginando.
Mas eu posso simplesmente dizer isso.
Que fique guardado ou escondido num log. Ou perdido por aí. Debaixo dos tapetes dos corações mais monstruosos.
É. Eu não disse que amo não. Mas digo.
Sou um cara doido. Com pensamentos demais. Diversos, completamente inúteis e sem importância. É claro que alguns deles servem para garantir o pagamento das contas - das dívidas, dos agrados, ou a sustenção do capitalismo. E outros venham de repente, de forma absurdamente importante, como esse que leva para longe de tudo, mas perto, de você, neste pequeno link.
Porque simplesmente, me faz lembrar.
Da pele, do cheiro, do corpo, do calor, dos xiliques destruidores da felicidade ou das risadas férteis e incontroláveis. Que seja apenas para lembrar das pintas.
Mesmo que alguma coisa atrapalhe aqui ou ali. Mesmo que alguma coisa dê muito errado. Que as discordâncias sejam infinitamente maiores que as concordâncias. É bom. Sempre. Pra sempre : this time. Wouldn't be nice?
É bom guardar isso tudo aqui. Mesmo que publicamente.
Mesmo que ninguém entenda nada. Nem você, nem eu, nem eles: os outros.
Simplesmente é assim: um surto.
Que me faz lembrar quem eu sou. Quem eu sempre fui. Assim.
Me faz existir.
Sometimes uma boa conversa, por mais que não tenha nada a ver com nada, mas simplesmente por tocar em valores, em certezas (e incertezas), pode fazer muito.
Pode ligar a euforia descabida. Aquela que é preciso explodir, expelir, exagerar.
Colocar nas estrelas.
Simplesmente porque é necessário compartilhar com quem se ama. Com o mundo.
Dessa forma assim: incontrolável.
Como sempre foi. Isso é atitude de verdade. Abrir a lente, focar e enxergar longe. Ampliar.
Pois não se pode contar a vida num post curto. E nem amar assim impunemente.
Amar você. Amar eu. Amar a vida. Mesmo quando já não há nem esperança.
Make it easy. Make it so difficulty. Just make it.
Porque isso é que faz valer a pena.