
Penso em uma menina chamada Marie, caminhando...
É... Andando só, por uma estrada de pedras cor de peróla.
A sua volta há diversas árvores de folhagem alaranjada.
Algumas com pássaros em seus galhos, mas algo diferente a faz olhá-los.
Eles têm pequenas trombas, cinzas assim como o resto do corpo.
Marie sorri quando os vê, são intrigantes e fazem um barulho abafado e esquisito...
O céu está azul, belo...
E ali em meio as árvores mais a frente ela avista um balanço, de madeira, simples.
Mas que passa uma sensação de tranquilidade e bem-estar.
Ela resolve se balançar como há tempos não fazia e admirar aquele céu de um azul penetrante...
Observa também alguns pontos cintilantes que fazem daquela visão algo que Marie guardará como fotografia pro resto dos tempos. Uma sensação de paz passa pelo seu corpo, uma brisa envolvente a faz fechar os olhos e, então ela adormece, tranquila, cintilante.
*histórinha de Larissa Vaz ilustrada com foto de Brian T. Murphy.
=======================================================
E depois?

Marie abriu os olhos.
O mundo não estava lá.
"Tudo bem"
Mas, o mundo não estava lá.
O que era, era novo.
Além do que se pode enxergar.
O que Marie viu.
Além do que se pode sentir.
O que era, era novo.
Um mundo que não estava lá.
Assim que Marie abriu os olhos no balanço.
"Feche os seus, balance e veja também"
*respostinha de Jean Boechat ilustrada com foto de Carol Ferez.